Arquivo | maio, 2008

Baba Salim-Um pouquinho do Líbano em Curitiba

29 maio

 

Sabrina Demozzi

 

O café-bar Baba Salim é um dos locais que eu mais gosto em Curitiba. Cerveja barata, atendimento nota 10, ambiente agradável e comida irrepreensível. A casa é pequena, mas muito aconchegante. A premissa do Baba é manter as tradições libanesas tanto na decoração do lugar quanto na elaboração do cardápio. Você pode encontrar os clássicos como a kafta, as esfihas, os kibes. Mas, também pode se aventurar e provar os deliciosos bolinhos de falafel- feito de massa de grão de bico com especiarias e frito-, ou comer os famosos kebabs.

O sanduíche de falafel que custa R$ 7,50 vai obrigar você a ir ao Baba mais vezes. Uma boa idéia é pedir o café com cardamomo- uma semente de sabor intenso-.

Pra quem gosta também tem o fumo típico árabe, o narguile, uma marca da casa. Nas terças e nas sextas tem show de dança do ventre com couvert artístico de R$ 5.00.

 

 

Falafel R$ 7,50 a unidade: Pão sírio crocante, salada de alface e tomate, coalhada e o melhor falafel de Curitiba.

 

 

Vale a pena conhecer.

 

Serviço:

Endereço: Rua Amintas de Barros, 45 (do ladinho do Teatro Guaíra)

Centro – 3222-7672

Média de preço por pessoa: R$ 20

Horário de Funcionamento: Segunda à Sexta das 18h até o ultimo cliente

Não tem Estacionamento

 

 

Mais completo guia turístico e gastronômico do Paraná

28 maio

Eu comentei do guia de 2007 no post anterior. Este é o de 2008. Está disponível gratuitamente em diversos pontos da cidade como aeroporto, hóteis, eventos e outros. Quem quiser pode conferir no site da abrasel: www.abrasel.com.br

 

Será lançado nesta quinta-feira, 29 de maio

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) lança na próxima quinta-feira (dia 29 de maio), no Espaço Batel II, a sétima edição do Guia Abrasel. Com 300 páginas e tiragem de 35 mil exemplares, a publicação é considerada a maior e mais completa do gênero no país. O Guia Abrasel tem distribuição gratuita e dirigida aos visitantes de Curitiba, litoral e principais cidades do estado, sendo encontrado em aeroportos, nos principais eventos, hotéis credenciados e nos mais diversos postos de informações do Paraná. Além disso, ele também pode ser acessado na versão eletrônica, no site da Abrasel-PR (www.abraselpr.com.br).

 

A publicação, em dois idiomas (português e inglês), traz informações sobre os principais e melhores estabelecimentos de alimentação fora do lar de Curitiba, região metropolitana, litoral e as principais cidades do interior do Paraná, com fotos de ambientes e pratos, dicas gastronômicas, cartões disponíveis, preço médio, forma de pagamento, horário de funcionamento, localização (mapa), estacionamento, entre outros.

 

O Guia é dividido em três partes, respeitando a divisão geográfica do Paraná: Grande Curitiba (com 139 estabelecimentos), Litoral (com 40 estabelecimentos) e interior e outras regiões (com 5 casas). Cada região tem uma introdução turística, com dicas dos principais pontos, aspectos geográficos de cada local e descrição gastronômica regional. A capa é outro destaque, numa ilustração gastronômica que tem um conceito de diversidade e fartura alimentar.

 

 

 

 

Vamos tomar um café?

28 maio

Sabrina Demozzi

 

Desde o século VIII a.C., quando um pastor árabe chamado Kaldi descobriu as propriedades estimulantes do café, a bebida se tornou popular em vários países e também no Brasil. No mundo todo são consumidas mais de 120 mil toneladas de café por ano. É inegável o efeito estimulante do café; a capacidade de despertar e reduzir a fadiga. A cafeína e seus efeitos foram e continuam sendo estudados pela ciência.

Além de ser estimulante, a bebida mais popular do mundo é rica em nutrientes e pode ajudar a combater doenças. (Revista Mente&Cérebro)  

            Na edição especial no 11 da Revista Mente e Cérebro há uma matéria que trata dos efeitos do café. É interessante destacar os seguintes aspectos: “A cafeína promove alterações no estado de alerta, memória, aprendizado, orientação espacial e variáveis psicomotoras, como tempo de reação e de locomoção. Seus efeitos, entretanto, dependem da dose e do tipo de tarefa a ser estudada”. O café é a substância psicoativa mais consumida no mundo, mas a Organização Mundial da Saúde não considera como uma droga de abuso.  

 

 

 

            Além de todas as propriedades benéficas do café, também há a questão da bebida arraigada aos hábitos sociais. “As primeiras plantações de café surgiram na península árabe no século XIV. Era usada como alimento, remédio, na fabricação de vinho e em uma bebida local chamada “qahwa”, usada para espantar o sono. Levado por espanhóis e holandeses que haviam cruzado a África, o produto chegou à Europa na segunda metade do século XVII. Lá se converteu em uma bebida da elite intelectual oferecidos em espaços públicos que ficaram conhecidos como “cafés”. Em várias capitais européias, mas principalmente em Paris, os cafés se tornaram redutos dos iluministas”.

 

            Tomar um café é um hábito que envolve uma infinidade de ações. Pode-se tomar um café para uma conversa, para um acordo político, para selar uma união. Os cafés são espaços próprios para aqueles que buscam o prazer de um cafezinho aliado a uma boa conversa. Pelo mundo afora o café é consumido de maneira distinta. Há aqueles que prefiram um espresso curto, capuccinno ou pingado. Tanto faz. O café é universal.

    

 

Para saber um pouco mais sobre Café e Saúde acesse: http://www.cafeesaude.com.br/  

 

Sobre a história do Café: http://www.planetaorganico.com.br/cafebrev1.htm

 

 

Para se tomar um bom café em Curitiba eu sugiro 3 lugares:

 

 

Brasil Sabor

 

Café Metrópolis

Alameda Carlos de Carvalho, 15A – Centro

(41) 3233-6034

 

Express Caffé

Endereço: Quinze de Novembro, 784

Centro

(41)3014-9579

 

Lucca Café

Al. Presidente Taunay, 40

Batel, Curitiba, PR

(41) 3024-6950

 

 

 

 

Guia de Restaurantes e Bares de Curitiba

15 maio

Sabrina Demozzi

 

Que atire a primeira pedra aquele que nunca precisou de um guia! Pois eu sempre preciso e dou valor na hora de escolher aquele que cita todos os lugares (sem jabá) com informações bem detalhadas, fotos explicativas e claro, de graça. Sugiro então que você acesse o site http://www.lerecomer.com.br/guiaabrasel e clique no seu bairro de preferência.

 

 

Daí, você vai virando as páginas do guia com os botões de acesso que tem ao lado do guia virtual.  Você dá o zoom, vai para a outra página, volta se quiser. Simples, rápido, de graça. Informações disponíveis em português e inglês sobre: gasto médio por pessoa, horários de funcionamento, se os locais tem estacionamento próprio ou conveniado e sugestão da casa especial.

É só ver o que você quer comer ou beber, escolher o lugar e anotar o endereço. Sem complicações. Esse guia é o de 2007, mas, já vale como informação.

Quando precisar.  Vale a pena acessar! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gastronomia do Paraná participa da NRA Show 2008

15 maio

                 Abrasel promove missão internacional para a maior feira de gastronomia do mundo

 

 

Empresários do setor de alimentação fora do lar do Paraná participam da missão empresarial para a NRA Show 2008, a maior feira do setor de serviços de alimentação do mundo, promovida pela National Restaurant Association, em Chicago, EUA. A NRA Show, que acontece de 17 a 20 de maio de 2008, é a maior feira do setor no mundo e traz todas as novidades em termos de tecnologias e produtos para o setor. A missão empresarial paranaense é organizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) e composta por representantes dos setores de bares e restaurantes, hoteleiro, eventos e alimentício.

A NRA Show 2008 reúne mais de 40 segmentos do setor de gastronomia e proporciona aos participantes contatos com as mais novas tecnologias, sistemas de gerenciamento e equipamentos da área. Os empresários paranaenses terão a oportunidade de conhecer os cerca de 2500 expositores da feira, visitar estabelecimentos de food service e restaurantes e ainda participar de um seminário internacional sobre o tema.

Fonte: Abrasel

 

Sopa

9 maio

 

Sabrina Demozzi

 

Dizem que não há nada que um bom prato de sopa não cure. A sabedoria popular costuma remeter a idéia de uma sopinha ao aconchego do lar, sabor de infância, colo de mãe e inverno. Acompanhada de um pão e uma taça de vinho, eis que surge a combinação perfeita. Vocês, com certeza conhecem a cena. Panela no fogo, fervendo os temperos, legumes, verduras e carnes. E aquele cheirinho que invade a casa e deixa tudo muito quentinho.

 A sopa está na mesa do rico e do pobre. Pode ser servida fria, como entrada ou até mesmo em banquetes mais elegantes. Etimologicamente, a palavra sopa vem do gótico suppa, que significa “pedaço de pão molhado”. De acordo com o livro de receitas “A Grande Cozinha” da Editora Abril a história da sopa pode ser contada a partir da origem do seu nome e nos leva até a Idade Média. “O pão também tinha a função de prato. Sobre aquela base, que na época era uma espécie de focaccia de grãos, eram cortadas as carnes, os peixes, os queijos e todas as outras iguarias do menu”.

A sopa à base de caldos chega muito tempo depois. “Da mais grossa, cuja consistência era quase uma polenta obtida de cereais, como aveia, milho, centeio e cevada”. Os mais ricos podiam enriquecer a sopa com carne e bacon. O sal como era caríssimo, era pouco utilizado e a sopa era salgada com água do mar. Posteriormente surge a minestra italiana com o advento do arroz e da massa. O nome minestra vem do latim ministrare e se refere ao fato de que a sopa era distribuída por quem administrava a casa. “A partir da batata e do tomate, que foram para a Europa depois da descoberta da América, em 1492, e de novas influências étnicas vindas do Novo Mundo, as sopas ganharam odores e perfumes exóticos.”

É possível dividir este tipo de alimento em 5 grupos: são eles: as minestras, sopas, caldos, consomês cremes e veloutés.

A receita que segue é uma sopa. Com este frio nada melhor do que uma sopinha pra esquentar. Segue abaixo uma receita fácil, rápida e muito saborosa de Sopa de batata e cebola ao perfume de alecrim. Pra beber eu sugiro um vinho tinto argentino ou chileno. Bom apetite.

 

Sopa de batata e cebola ao perfume de alecrim

 

 

 

 

 

 

Dificuldade: Baixa

Tempo de preparo: 20 minutos

Tempo de cozimento: 50 minutos

Categoria: Sopa (entrada)

 Ingredientes para 4 pessoas

 

6 cebolas

3 batatas grandes

1 colher de sobremesa de alecrim

40 g de manteiga (cerca de 2 colheres de sopa)

8 fatias de pão italiano, torradas ou fatias de baguete

1∕2 litro de caldo de legumes

1 colher de café de manjerona desidratada

Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:  

Descasque as batatas em cubos médios e cozinhe-os em água com pouco sal por apenas 2 minutos. Descasque as cebolas e corte em rodelas não muito finas. Na panela, derreta a manteiga e aromatize com alecrim, deixando refogar por 1 minutinho. Acrescente as cebolas, misture e cozinhe por 5 minutos.

Escorra as batatas, junte-as ao refogado de cebolas e despeje o caldo de legumes, já quente. Deixe ferver e cozinhe por 20 minutos em fog baixo.

Torre as fatias de pão e as mantenha aquecidas.

Quando o caldo evaporar quase completamente , tire a sopa do fogo, tempere com sal, cubra e deixe repousar por pelo menos 5 minutos. Distribua em pratos fundos, acompanhando com a manjerona desidratada. Acompanhe com as fatias de pão torrado. 

Fica uma delícia! Bom apetite! 

 

 

 

Livro de Receitas do Filme “Estômago” de Marcos Jorge

5 maio

 

Sabrina Demozzi

 

 

Já comentei em março (02 de março) sobre o filme “Estômago” do diretor curitibano radicado em Roma, Marcos Jorge e volto a ressaltar que vale muito a pena acompanhar a saga de Raimundo Nonato interpretado pelo excelente ator João Miguel (Cinema, Aspirina e Urubus). Vale destacar também a atuação de Fabiula Nascimento, na pele da prostituta Iria e de Babu Santana, o presidiário com a veia cômica à flor da pele.

O filme já começa de forma deliciosa. Em off (narração) Nonato conta a origem do queijo gorgonzola: “É gorgonzola! Esse queijo tem esse nome por causa do nome da cidade onde ele foi inventado, na Itália, ali bem pertinho dos Estados Unido…” e daí pra frente é uma trama com pratos e descrições bem feitas da baixa e da alta gastronomia.

Já que o assunto é gastronomia é possível você reproduzir todas as receitas do filme, com aquele toque a mais. Vários blogueiros entendidos do assunto reproduziram as receitas do filme em um livro de receitas que pode ser baixado da página do filme em arquivo PDF. O livro é ótimo pra qualquer um que gosta de cozinhar. Tem várias dicas muito úteis e até bem humoradas para os amantes da arte.

Em  http://www.estomagoofilme.com.br/multimidia.htm você clica e baixa. De graça. Lá também tem a sinopse, elenco, equipe técnica, ringtones para celular e mais um monte de informação. Eu já baixei.

 

Vale o clique!

 

 

 

O falso vegetariano

5 maio

crédito vale 9conto

 

Sabrina Demozzi

 

   “Não, obrigado, eu não como carne.” Foi com esta frase que conheci o falso vegetariano. Explico. Éramos um grupo de amigos que saímos quase todos os dias pra tomar uma cerveja e beliscar alguma coisa depois de um dia atribulado. Os lugares variavam, um dia era um bar irlandês, no outro um alemão e assim por diante. No nosso grupo apenas uma moça era declaradamente “meio” vegetariana. Não comia carne por pena do bicho que quando pequena viu o avô matar. Simples. Não gostava da imagem do bicho morto e depois ali acebolado, fritinho na sua frente. Frango não comia porque viu um documentário que expunha as mazelas da vida do frango, da vida curta. Ela argumentava que o frango nascia pra morrer. Ora, mas não somos todos assim? E que raios de perspectiva um frango pode ter na vida? Mas, ela não comia e pronto. O peixe até gostava, sashimis e camarões. Dizia que não vira o peixe morrer e que camarões ela até esquecia que era carne. Vai entender.

            O falso vegetariano, que depois se mostrou muito mais falso em muitas outras coisas, também dizia não comer carne. – Que crueldade! Que maldade fazem com o bicho! Não sei como vocês suportam comer isso-! E mais uma infinidade de ave-marias sobre o pecado de se comer carne. Em churrascos levava o queijinho coalho de palitinho e assava. Comia com pão, tomate e mostarda. E bebia, como bebia.

            Um dia me contaram que ele pediu uma porção de salsichas em um bar alemão. Quando perguntaram ele disse que “salsicha não é carne, é feita com jornal”. Duvidei. Sabe como é amigos gostam de criar estas histórias. Outros juravam ter o visto devorar um cachorro quente com duas vinas (ou salsichas) bacon, frango e lingüiça calabresa. Continuei duvidando. Que tipo de pessoa se faria passar por vegetariano? Se privar das costelas, da picanha, dos sanduíches de pernil, dos kibes e dos hambúrgueres para inventar que é adepto de uma das dietas mais sem gosto do mundo? Mesmo em tempos em que o consumo excessivo da carne vermelha faz parte do index dos alimentos proibidos, não justificaria uma invenção dessas.

            Mas, eu só conto o que eu vi. Dias destes, indo ao cinema em um shopping aqui em Curitiba passo por uma churrascaria que é tida como uma das mais caras da cidade. Dizem que há uma infinidade de carnes de caça, carnes nobres, cortes especiais e etc. O paraíso dos carnívoros. Eis que vejo entrando o falso vegetariano. Antes de qualquer coisa, me certifico se é ele. É. Penso que ele pode estar acompanhando um amigo, já que nestes lugares há uma imensa quantidade de saladas, massas e acompanhamentos que servem para quem não come carne. Entro no local e fico atrás dele. Está sozinho. De óculos escuros e capote. Tira-os. Não se levanta. Pede uma cerveja. Na mesa há uma espécie de tabuleta indicando qual alimento o garçom pode servir. É um rodízio, afinal. A fartura impera. O falso vegetariano coloca a tabuleta na posição “CARNE” e começa a chacina. Come toda uma fazenda de animais: galinha, faisão, javali, coelho, rã, boi, pato, cordeiro. Olha para os lados para ver se não é observado. E dá-lhe espetar o garfo nos pedaços sangrentos.

            Saí, já era a hora do filme. Fiquei um pouco chateada, afinal eu vi a prova da mentira dele. Mas, por um minuto desfrutei daquele momento. Não há coisa mais prazerosa para um carnívoro do que ver um vegetariano comendo carne, ainda que de forma escondida. É a vingança da maioria. A hegemonia dos carnívoros. Uma prova de que os fundamentalistas não sobrevivem às suas obsessões. E uma hora ou outra vão trair o movimento, cortando um belo pedaço de picanha sem dó nem piedade.              

                       

 

 

 

 

 

Dia das mães

2 maio

Sabrina Demozzi

 

Eu acho “Dia das mães” uma data sem sentido algum, mas não posso falar isso para a minha mãe e tenho que entrar na onda. Já que ficou convencionado pelo comércio brasileiro que o segundo domingo de maio é o “Dia das Mães” que tal levar a sua senhora para comer fora? Não estou falando de levar a mama para esperar horas na fila da churrascaria ou no Madalosso, mas sim oferecer a ela um ótimo almoço e ainda assim poder conhecer uma culinária diferente. Vou dar duas dicas que valem a pena. A primeira é o restaurante peruano Pachamama (já comentado aqui no mês de abril) que preparou um cardápio especial para homenagear as nossas progenitoras. Dá uma olhadinha na descrição deliciosa dos pratos no banner acima.

E a outra dica é você procurar o que a sua mãe mais gosta e pedir um prato especial do Festival “Brasil Sabor”. Pra quem não sabe o Festival acontece em diversos restaurantes da cidade que preparam um prato regional de maneira diferenciada e precinho pra lá de camarada. A dica é acessar www.brasilsabor.com.br e conferir os restaurantes participantes. O Festival vai até o dia 11 de maio, portanto ainda dá tempo. No Paraná, 104 estabelecimentos de 11 localidades diferentes integram o vasto cardápio do Brasil Sabor, que exalta a riqueza gastronômica regional, representada pela culinária de etnias variadas como a árabe, alemã, italiana, japonesa, entre outras. Na cidade de Curitiba, as opções ficam por conta das 77 casas gastronômicas participantes do evento.

 

Os “Minininhos” do Beto Batata- Ninho de batatas ,creme de queijo, bacon crocante e cheiro verde. R$ 9,50 para 2 pessoas.

 

Conchiglia Nera di Bacalá do Restaurante Barolo- Massa negra recheada com bacalhau e queijo ao molho de tomate e alcaparras R$ 32,00 para 1 pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

L`arte di cucinare i mangiare- Memórias da viagem à Itália

2 maio

 

 Não me levem a mal, tive que “requentar” esta matéria que estava no outro blog www.cartastrocadas.wordpress.com porque lá ela estava meio perdida. Dei uma recauchutada nela e coloquei algumas fotos. Boa leitura!

Sabrina Demozzi    

Resumir em estereótipos a comida italiana é mais ou menos como dizer que no Brasil só se come feijoada. Isso foi dito por um romano quando eu disse que pretendia escrever sobre a culinária local. Ele logo me avisou que nem um italiano já provou tudo o que a gastronomia do país pode oferecer e que a visão-um pouco distorcida-, que temos é fruto de conclusões apressadas e sem fundamento. Sendo assim, só falo do que vi e do que comi na apaixonante Itália. Tirando um calor de fazer inveja a Tocantins, uma viagem para a terra de Michelangelo vale qualquer esforço.

Viajar em julho é um período pouco recomendado já que há muitos turistas nas cidades italianas, principalmente naquelas com maior número de atrações turísticas como Roma, Florença, Pisa e Veneza. São dezenas e dezenas de pessoas se acotovelando para poder tirar uma boa foto, comer no melhor restaurante e poder desfrutar a viagem da melhor maneira.

Melhor maneira mesmo é comer. Com todo o calor não dá muita vontade de comer pizzas e pastas (massas), mas é essencial que se conheça a cultura de um país a partir do que se come, então, a idéia é comer os carboidratos mais ao fim do dia e depois caminhar um pouco. A tradição italiana, seja em restaurantes ou em casas de famílias, pede um cardápio que geralmente é composto dos seguintes pratos: Antipastti que podem variar de região pra região (entradas com opções de queijos, tomates recheados, bruschettas, verduras da estação, carpaccio de carne e salmão, frutos do mar) entre muitos outros; depois o Primo Piato (que é geralmente as massas que podem ser recheadas ou não; com porcinni (cogumelos), pomodoro(tomate), carbonara( bacon e ovos) e uma infinidade que não caberia neste espaço; em seguida o Secondo( que são os pratos a base de carne e por fim o Contorni( que são as insalatas(saladas) e as verduras grelhadas). Sobremesa, vinho, café e fruta completam a refeição. Este é um menu tradicional e é claro que pode se optar por comer um prato ou outro. Vários pratos tradicionais têm como base, peixes frescos e frutos do mar vindos do lago Garda e do Mar Adriático.

 Comida de Rua  

Na falta de dinheiro uma excelente opção é comer em restaurantes ou snack bar que são locais mais informais. Os sanduíches e as pizzas de taglio (pizza por metro) são as opções preferidas por turistas. As pizzas com pomodoro (tomate) e basílico (manjericão) e as de prosciutto crudo (presunto cru) são marca registrada deste tipo de lugar. Os sanduíches colorem as  vitrines das lojas e também são muito saborosos. Os de gamberi (camarão), caprese (mozarella de búfala, tomate e basílico) prosciutto cotto (presunto cozido) são os mais pedidos. Tudo leva muito pouco tempero, apenas sal e azeite de oliva extra virgem. Aliás, a qualidade do azeite é indiscutível e de fato dispensa qualquer outro ingrediente.

Uma outra opção são as barracas de frutas. Elas ficam nas calçadas e formam um bonito visual. Não são tão baratas como no Brasil, mas de excelente qualidade. Pra refrescar, nada melhor que o sorvete italiano, que é simplesmente perfeito.

 Café   

O café italiano merece destaque pela qualidade não só dos grãos, mas sim, no manejo em se fazer um bom café. O cappuccino é quase uma unanimidade nacional e em nada se parece com o que temos aqui no Brasil. O machiatto lembra de longe o nosso “pingado”,  que é mais leite e um pouquinho de café. O café da manhã geralmente é composto por um cornetto, espécie de croissant com ou sem geléia, e uma xícara de cappuccino ou café esprèsso. Uma coisa interessante é que em bairros mais retirados um café custa na média 0,70 euros, já em locais mais turísticos pode chegar a 3 euros. Daí o mito que o café na Itália é “muito caro”.

Não há como reduzir a cultura gastronômica de um país em poucas linhas. Mas este breve relato serve para mostrar e dissolver as impressões que se criam em torno de uma tradição. A Itália surpreende pela multiplicidade da sua cultura alimentícia, que é sem sombra de dúvida uma das melhores do mundo.

Algumas delícias italianas (vide imagens no quadro abaixo)

Fiori di Zuchinni – São as flores de abobrinha que são recheadas com uma mousse de peixe e fritas em uma massinha bem leve. Costuma ser servido como antipastti (entrada).    

Spaghetti alla Vongole– Espaguete com mexilhões. Prato encontrado principalmente na região litorânea, é preparado com mexilhões e um molho picante.

Insalata Caprese-A salada caprese é uma salada de tomates frescos com mozarella de búfala e balísico (manjericão). Muito simples, mas a combinação destes ingredientes forma um sabor muito harmonioso. Como tempero, apenas azeite e sal.      

Tiramissu-A clássica sobremesa italiana tão difundida pelo mundo é uma leve massa de pão-de-ló embebida em café com camadas de queijo mascarpone.