Arquivo | julho, 2008

E o alfajor?

28 jul

Sabrina Demozzi

Confesso que não sou muito fã de alfajores. Desses doces pequeninhos sou mais chegada nos macarrons (doce francês feito com uma massa de amêndoas, açúcar, ovos), mas, como viver é experimentar, provei sábado passado um alfajor da marca Havanna. E me perguntei qual é a origem deste doce. A moça que vendeu me garantiu que a origem é argentina e ainda foi bem maldosa: “O alfajor é a única coisa boa que os argentinos inventaram.” Aí é que ela se engana. O Alfajor é um doce tradicional da Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, mas originalmente foi criado na Espanha e tem origem na cozinha árabe. Até o nome vem do árabe “al hasu” que significa recheado. A receita original do alfajor levava amêndoas, mel e avelãs. Com o tempo, sofreu várias alterações até chegar neste doce que conhecemos hoje que leva farinha, açúcar, ovos, essências de limão e amêndoas. Pode levar recheios de doce de leite e chocolate e coberto com chocolate ou polvilhados com açúcar de confeiteiro.

Nos conventos e casas religiosas em Córdoba no século XVIII era comum os habitantes confeccionarem biscoitos doces, finos e quadrados, que eram unidos entre si por uma “fatia” de um bom doce de leite e cobertos com açúcar. Este doce levava o nome de “tableta.”

O pioneiro dos alfajores argentinos foi, em 1869, D. Augusto Chammás (químico francês que chegou em 1840) que inaugurou uma pequena indústria familiar dedicada à confecção de doces e outros confeitos.

Bom, eu descobri que fazer alfajor é fácil, fácil. Além de ser um doce muito versátil. Muitas noivas pedem para trocar os bens-casados pelos recheadinhos “argentinos” e em aniversários já são feitas as versões pequenininas, os mini-alfajores. Quer aprender? Então siga a receita retirada do site www.tudogostoso.uol.com.br.

Alfajor

INGREDIENTES:

Cobertura:

200 g de chocolate meio amargo picado

Massa:

1 xícara de chá de manteiga em temperatura ambiente

1 xícara de chá de açúcar

3 gemas

2 colheres de chá de essência de baunilha

1 colher de sopa de raspas de limão

1 colher de sopa de conhaque

2 xícaras de chá de farinha de trigo

2 xícaras de chá de maizena

1 colher de sopa de fermento em pó

6 colheres de sopa de leite gelado

Recheio:

300 g de doce de leite cremoso

2 colheres de chá de essência de baunilha

MODO DE PREPARO:

Ligue o forno à temperatura média. Misture em uma tigela a manteiga (reserve 1 colher de sopa), o açúcar, as gemas, a baunilha, as raspas de limão e o conhaque até ficar cremoso e homogêneo. Junte, aos poucos, a farinha peneirada com a maisena e o fermento, simultaneamente com o leite. Se necessário, junte mais farinha.Transfira para uma superfície lisa e sove até desgrudar das mãos.

Deixe descansar por 15 minutos.

Abra a massa numa superfície enfarinhada até obter 1 cm de altura.

Corte em 32 círculos de 5 cm de diâmetro, e coloque-os em assadeiras, untadas com a manteiga reservada.

Leve ao forno por 15 minutos, ou até dourar.

Retire do forno, desenforme e deixe esfriar.

Una os círculos com o doce de leite misturado com a baunilha, formando os alfajores.

Cobertura:

Derreta o chocolate em banho-maria e banhe os alfajores, um a um. Coloque-os numa fôrma forrada com papel-alumínio e leve à geladeira por 20 minutos, ou ficar firme.

Festa da Independência do Peru no Restaurante Pachamama

25 jul

O Restaurante Peruano Pachamama faz uma grande festa no dia 27 de julho (domingo)  para homenagear a Independência do Peru. Se você não conhece a gastronomia peruana, eu sugiro que dê uma conferida no cardápio especial preparado para a Festa. Enquanto isso, você conhece um pouco sobre como se deu o processo de independência do Peru.

“A oposição ao poder imperial crescia em toda a América do Sul no século XVII, dirigida principalmente pelos criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América, ressentidos por não poderem participar dos assuntos do governo.

 

No entanto, a força que libertaria o Peru do domínio espanhol chegaria do exterior. Foi o general argentino José de San Martín, que colocou em prática um ambicioso plano. Entre agosto de 1814 e dezembro de 1816 formou o Exército Libertador, com soldados argentinos e chilenos.

 

Recebeu a ajuda do governo de Buenos Aires e denominou seu batalhão como “Exército dos Andes”, com três mil infantes, 700 ginetes e 250 artilheiros. Com eles, empreendeu a marcha, a 12 de janeiro de 1817, com destino à Capitania Geral do Chile, atravessando a Cordilheira dos Andes.

 

Em seis de fevereiro, chegaram a Chacabuco e, quatro dias depois, venceram os realistas. Com isso, iniciaram o processo de libertação da América do Sul. San Mrtín desembarcou com seu exército no porto de Pisco. Já no Peru, o General enviou uma expedição a mando do general Juan Antônio Álvarez de Arenales para que adentrasse na serra.

 

Arenales venceu os espanhóis em Cerro de Pasco, a seis de dezembro de 1820 e logo se reencontrou com o Exército Libertador em Huaura, onde San Martín havia estabelecido seu quartel. Em julho de 1821, o exército de San Martín entrou em Lima, que havia sido abandonada pelas tropas espanholas. A perda do domínio do mar e o apoio de todo o norte do Peru à independência, fizeram com que os realistas se amotinassem e depusessem o vice-rei Pezuela, designando para o cargo La Serna. Este tentou um acordo com San Matín, mas fracassou. La Serna abandonou Lima e se dirigiu a Cusco para reorganizar suas forças.

 

Imediatamente, San Martín ingressou com o Exército Libertador na cidade de Lima e proclamou a independência do Peru.”

 

Fonte: http://aprendendo.ig.com.br/biblioteca/que-dia-e-hoje/independencia-do-peru.html

 

Para conhecer o cardápio clique no banner:

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisa revela perfil da propaganda de alimentos

19 jul

Você deve ter reparado nas propagandas de alimentos que são veiculadas pela televisão. São inúmeras as empresas que fazem um investimento maciço na divulgação de seus produtos. Dias destes vi uma que tratava de duas crianças chinesas disputando a golpes de kung fu uns nuggets. A chamada do produto, muito conhecido, aliás, dizia que se caso a criança adquirisse aquele lanche ganharia um brinquedo referente a um filme de desenho animado.

            Uma pesquisa do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar da Universidade Nacional de Brasília (UNB), aponta que as propagandas de alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar predominam nas TVs e revistas.

            No país, a regulamentação destas propagandas está sendo discutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da consulta pública 71/06 (PDF) e deve ser tema de audiência no segundo semestre de 2008. As propagandas de fast-food constituem 18% das peças publicitárias, seguidas pelas propagandas de guloseimas e sorvetes (17%). Esta foi uma das conclusões da pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

“A alimentação infantil está em risco. Basta observar os índices crescentes de obesidade, hipertensão e colesterol alto entre as crianças”, alerta a nutricionista Elizabetta Recini, uma das coordenadoras da pesquisa. “São indicadores novos, que há duas décadas só eram identificados em adultos”, completa a pesquisadora.

 

“A propaganda foi criada para impulsionar a venda. Mas ela pode e deve educar para a disseminação de hábitos saudáveis”, defendeu a gerente de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda da Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria José Delgado, ao falar sobre a responsabilidade social de quem anuncia.

 

De acordo com a pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, apenas na televisão foram analisadas mais de 128 mil peças durante o monitoramento de 4.108 horas de programação televisiva de dois canais de TV aberta e dois a cabo. As propagandas destes alimentos correspondem a 9,7% do total e concentram-se no período da tarde, em que, geralmente, os pais não estão na residência e as crianças estão em atividade. Nos canais infantis das TVs a cabo, 49% das propagandas é de produtos alimentícios.

 

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa