Pesquisa revela perfil da propaganda de alimentos

19 jul

Você deve ter reparado nas propagandas de alimentos que são veiculadas pela televisão. São inúmeras as empresas que fazem um investimento maciço na divulgação de seus produtos. Dias destes vi uma que tratava de duas crianças chinesas disputando a golpes de kung fu uns nuggets. A chamada do produto, muito conhecido, aliás, dizia que se caso a criança adquirisse aquele lanche ganharia um brinquedo referente a um filme de desenho animado.

            Uma pesquisa do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar da Universidade Nacional de Brasília (UNB), aponta que as propagandas de alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar predominam nas TVs e revistas.

            No país, a regulamentação destas propagandas está sendo discutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da consulta pública 71/06 (PDF) e deve ser tema de audiência no segundo semestre de 2008. As propagandas de fast-food constituem 18% das peças publicitárias, seguidas pelas propagandas de guloseimas e sorvetes (17%). Esta foi uma das conclusões da pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

“A alimentação infantil está em risco. Basta observar os índices crescentes de obesidade, hipertensão e colesterol alto entre as crianças”, alerta a nutricionista Elizabetta Recini, uma das coordenadoras da pesquisa. “São indicadores novos, que há duas décadas só eram identificados em adultos”, completa a pesquisadora.

 

“A propaganda foi criada para impulsionar a venda. Mas ela pode e deve educar para a disseminação de hábitos saudáveis”, defendeu a gerente de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda da Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria José Delgado, ao falar sobre a responsabilidade social de quem anuncia.

 

De acordo com a pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, apenas na televisão foram analisadas mais de 128 mil peças durante o monitoramento de 4.108 horas de programação televisiva de dois canais de TV aberta e dois a cabo. As propagandas destes alimentos correspondem a 9,7% do total e concentram-se no período da tarde, em que, geralmente, os pais não estão na residência e as crianças estão em atividade. Nos canais infantis das TVs a cabo, 49% das propagandas é de produtos alimentícios.

 

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 

 

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