Arquivo | janeiro, 2009

Barreado em Curitiba

31 jan

Sabrina Demozzi

O barreado é um dos símbolos máximos da cultura gastronômica do Paraná. Originário dos sítios dos pescadores do litoral posteriormente deslocou-se para as regiões litorâneas e até hoje centenas de pessoas descem a serra para comer “um barreado” típico de Morretes. O nome do prato vem da expressão “barrear” que consiste em “vedar” bem a panela de barro com um pirão de cinza ou farinha de mandioca, para garantir que o vapor não escape e o cozido não seque. É necessário ser feito com um dia de antecedência. 

Mas caso você não queira descer a serra ou ainda não tenha disposição para fazer um barreado (nada de comprar congelado, o sabor é completamente diferente) que tal comer um bom barreado aqui mesmo em Curitiba? Onde? Na Casa Lilás, o bistrô e atelier de arte que fica bem no meio do Largo da Ordem.  O barreado da Casa Lilás já virou tradição nos finais de semana desde que a casa foi inaugurada, há três anos. Aliás, o lugar é “um descanso na loucura”.

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O prato serve tranquilamente 2 pessoas e ainda tem todos aqueles acompanhamentos: banana, farinha branca de mandioca (bem fininha) e arroz branco. Se eu não me engano sai por R$ 26,90 (a porção) e não é cobrada a taxa de serviço  (fica a critério do cliente). É tão baratinho que ainda sobra dinheiro para o melhor bolo de chocolate do mundo que tem lá na Casa Lilás. Vamos?  

Serviço:

A Casa Lilás fica no Largo da Ordem em frente ao Memorial de Curitiba. Na Rua Dr. Claudino dos Santos, 90.  No bairro São Francisco.

Web-site:  www.casalilas.com.br

Fone: (41) 3324-9755

Se você ainda não se convenceu olha só a foto:  

barreado

“É o prato tradicional do estado do Paraná. É feito só de carne, que fica a cozinhar durante mais de doze horas, dentro de um panelão de barro hermeticamente fechado, que se enterra e sobre o qual se acende uma fogueira. O cozimento se faz com o próprio calor, sem que seja adicionada água alguma. A carne fica tão cozida que se desfia à toa, tomando o aspecto de um pirão. Conta-se que, no litoral, os caboclos que se alimentam somente de peixe, abusam do barreado no carnaval e morrem de estupor, com o ventre inchado e empedrado. Manda a tradição que não se beba água, nem durante a ingestão do barreado nem mesmo até duas horas depois da refeição. A única bebida permitida é a cachaça. O barreado é comido com acompanhamento de banana e farinha de goma (mandioca)” (Marisa Lira. Migalhas folclóricas. Rio de Janeiro, Editora Laemmert, 1951. P. 164)

 

  

Sorvete

11 jan

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Sabrina Demozzi

No Brasil, o hábito de se consumir sorvete é mais comum principalmente nas estações de temperaturas mais altas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (ABIS), o período entre setembro e março registra 70% do consumo dos mais de 900 milhões de litros produzidos anualmente pelas empresas nacionais. Já na Europa, principalmente na Itália e na França, o consumo de sorvetes e sorbets é comum no ano todo já que o sorvete está enquadrado na categoria de alimento e não apenas como “guloseima” de verão. Esse é um dos desafios do setor de sorvetes no Brasil, fazer com que os brasileiros também reconheçam o sorvete como um alimento.  Conforme números divulgados no site da ABIS, o consumo médio por pessoa no Brasil é de 4,7 litros anuais, menos de um terço do consumo per capita registrado em países nórdicos como a Dinamarca e a Finlândia. (Adaptado de: Folha de Londrina – PR).  

História

Há diversas teorias sobre o surgimento do sorvete. Alguns pesquisadores acreditam que foi Alexandre, o Grande (356-323 a.C.) o introdutor do sorvete na Europa, que trouxe do Oriente uma mistura de salada de frutas embebida em mel que era guardada em potes de barro enterrados no chão e mantidos frios com a neve do inverno. Outra corrente de pesquisadores atribui esse feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa com o desenvolvimento da técnica de incorporar a neve ao suco de frutas e ao mel. Até então, a receita primitiva apenas acrescentava os ingredientes à neve, produzindo algo muito semelhante às atuais “raspadinhas”. Turcos e árabes garantem que “sorvete” é uma palavra de origem árabe, procedente de sharbat, que significa “bebida fresca”. (Fonte: Correio Gourmand). Somente em 1671, o sorvete passou a ter em sua composição leite, ovos e aromatizantes. Essas adaptações foram incorporadas pelo pelo francês DeMirco, pâtissier do rei Carlos II.

 

Variações

 O sorvete tal como conhecemos no Brasil é baseado na receita clássica francesa que é uma mistura de creme de baunilha (crème anglaise) congelado com creme batido. A esta mistura foram incorporadas uma vasta gama de sabores tropicais, além de reinvenções como os sorbets de açaí, pitanga, maracujá e outras frutas. Os sorvetes podem ser classificados em grupos distintos, que são:

Sorbet– É um creme gelado muito fino, feito com calda de açúcar misturada com sabores, como suco ou purê de frutas, e com merengue italiano ou claras batidas. Pode-se acrescentar bebidas alcoólicas para incrementar o sabor. Em geral é servido como sobremesa, ou como refresher entre um prato e outro, para limpar o paladar.

Sorbet de limão siciliano

Sorbet de limão siciliano

Sherbet– É a versão ocidental do sharbat, um drinque gelado originário da Pérsia. É feito com calda de fruta sobre gelo esmagado com água gaseificada. Os modernos sherbets são em geral, cubos de frutas congelados, feitos com leite, o que lhes dá textura cremosa, mas sem a consistência do sorvete.

Spoom– Um merengue misturado com vinho gelado, ou com um sherbet à base de champagne- o resultado é um doce espumante. O spoom leva mais tempo para congelar que o sherbet devido ao seu teor alcoólico. Uma variação mais antiga é chamada de shrub.  

(Texto retirado de: Todas as técnicas culinárias: Le Cordon Bleu).

Frozen Yogurt- Frozen Yogurt ou “sorvete de iogurte”- É uma sobremesa congelada, tipo sorvete, mas que utiliza leites fermentados como principal matéria-prima.  É bastante popular nos EUA, onde representa cerca de 30% do mercado de congelados, tendo um crescimento mercadológico maior que o do próprio sorvete. É bem menos calórico do que o sorvete tradicional.

Frozen Yogurt Natural
Frozen Yogurt Natural

Sorvete de Banana com cookie

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