Gastronomia Responsável e o que você tem a ver com isso

5 jun

Aproveitar alimentos, evitar o desperdício e valorizar produtos locais são algumas das ações que norteiam os princípios da Gastronomia Responsável

Isso que sua avó ou seus pais já faziam há anos agora tem um novo nome: Gastronomia Responsável. Uma breve explicação sobre os princípios foi dada pelo chef Celso Freire na Semana Acadêmica na PUC-PR na terça-feira, (31). Bastante semelhante à filosofia do Slow Food, o movimento fundado por Carlo Petrini que em 1986 se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos em 1989 e atualmente conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 132 países. De forma bem simplificada, o Slow Food acredita na democratização do alimento e no respeito às tradições e heranças culinárias. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta.  (Fonte: http://www.slowfoodbrasil.com)

Celso Freire e a cozinheira Guega. Crédito da Imagem: Gazeta do Povo

O chef Celso Freire conhece bem a fundo as particularidades desse movimento já que foi um dos líderes honorários do Convivium Slow Food no Paraná em 2008. Agora em parceria com a Fundação Boticário procura divulgar a “Gastronomia Responsável” pelo Paraná e também em São Paulo. De acordo com informações no site www.gastronomiaresponsavel.com.br a filosofia da Gastronomia Responsável busca por meio de 4 preceitos básicos convidar os chefs a aliarem alta gastronomia e conservação da natureza. Para o restaurante levar o selo de responsável deve utilizar produtos orgânicos, evitar o desperdício, utilizar produtos regionais e não usar espécies que estão em extinção.

É interessante que esse tipo de iniciativa aconteça aqui em Curitiba. Uma cidade que desenvolveu a cultura gastronômica de forma significativa nos últimos 10 anos e que ainda está aprendendo com a evolução. Alguém na platéia perguntou ao Celso Freire o que ele achava em relação ao “modismo” desse tipo de movimento. Ele respondeu que se for moda e se for passageiro, não vai durar, mas que vai trabalhar para que seja levado a sério. Movimentos similares a esse já existem e discussões sobre o assunto já são bem conhecidas do público que acompanha esse tipo de notícia.

E o que nós temos a ver com isso? Como consumidores devemos buscar sempre estabelecimentos que nos respeitam, como produtores devemos procurar respeitar a natureza e como profissionais da cozinha temos o dever de evitar o desperdício e aproveitar melhor o alimento. Eu acredito que já na escola (pública inclusive) os alunos deveriam ter noções de produção do alimento desde a plantação até a preparação, pois assim desde cedo aprenderiam a dar o devido valor ao alimento.

Espero realmente que essa iniciativa seja encarada de forma positiva e que ela dê possibilidades para quem deseja mudar o cenário da gastronomia no Brasil. Por outro lado, vejo que vai ser preciso muito trabalho nesse sentido no Paraná, uma vez que ainda estamos caminhando em busca de firmar nossa identidade no cenário gastronômico brasileiro. Mas que é possível, isso é.

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