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Por um amor que não exija jantares especiais

5 jun

Sabrina Demozzi

 

Com a proximidade do Dia dos Namorados a gente vê umas coisas que merecem um post. Principalmente com relação à comida (em vários sentidos, ok.) Quase todos os estabelecimentos correm para atender àqueles que procuram uma noite especial, servindo (e explorando, em alguns casos) preparações especiais, afrodisíacas e feitas especialmente para aquela data. Tudo ok. Como uma data comercial é claro que isso deve ser explorado e eu não sou ninguém pra julgar isso.

Porém, falando por mim como pessoa física e não jurídica, defendo que  as pessoas encontrem amores que não exijam jantares especiais. Ou que pelo menos, não precisem de uma data para isso. Você vai argumentar me dizendo que a vida é corrida e os casais têm poucas chances para se verem e compartilharem momentos juntos, então é preciso isso. Sim, seu argumento é válido e concordo. O que não concordo é essa onda de tornar tudo especial. Como se a vida já não fosse suficientemente interessante pra eu ter que “preparar” tudo, ensaiar e postar no Facebook depois.

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Eu sinceramente desejo que as pessoas encontrem namorados e companheiros que possam compartilhar um pãozinho. Um picadinho, um feijão com arroz. Eu desejo que as pessoas não precisem se vestir formalmente pra comer uma pizza e que encontrem alguém com quem tomar um vinho barato em um copo de plástico. Sinceramente, desejo às pessoas que encontrem amores que achem que todos os jantares são especiais, e não custam caro.

O Dia dos Namorados existe, é inevitável brigar contra isso, e isto está fora dos meus objetivos. Dia 12 de junho as mesas estarão postas, os cardápios especiais já foram preparados e eu espero que você que vai a um restaurante com seu amor, possa realmente curtir e sentir-se bem. Mas pense com carinho (o tempo é de amor, gente) nos desejos que descrevi acima.

 

 

 

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Indicação: porque confiamos na opinião dos outros

19 maio

Sabrina Demozzi

Fiz uma enquete bem rapidinha na página oficial do blog no Facebook perguntando qual o principal critério que faria uma pessoa optar por um restaurante e não outro.  A maioria das pessoas respondeu que a Indicação de lugares por pessoas conhecidas era o critério mais importante. Além de questões ligadas ao convívio e também porque pessoas com as quais nos relacionamos costumam conhecer nosso gosto, a indicação é principalmente importante dependendo de quem nos dá.

Se você precisa comer em um lugar barato e acessível, vai perguntar pra quem costuma ir a esse tipo de estabelecimento, não é? Se precisa levar a namorada em um aniversário de namoro, por exemplo, vai perguntar a alguém que já esteve na mesma situação. Confiamos na indicação das pessoas porque acreditamos que a experiência dessas pessoas com essas situações podem nos ajudar a escapar de roubadas. Se a pessoa ainda tiver uma formação ligada à área ou se mostrar ser um conhecedor, a indicação tem um peso ainda maior, pois acreditamos que não vamos nos decepcionar com a opinião de um “especialista”.

Com tantos especialistas por aí, fica difícil filtrar o que é realmente é importante e o que não é. E, além disso, comida é momento. Pode ser que eu indique pra você um restaurante que no momento em que eu fui parecia ser a melhor opção, quando você for, não acha tão bom devido a inúmeros fatores como demora, preço e atendimento. Complicado né? Por isso, que um restaurante bom também é medido pela regularidade dos serviços e o boca a boca, ainda mais hoje, é um dos melhores divulgadores que existem.

Eu desconfio de sites, blogs e revistas que se desmancham apenas em elogios aos restaurantes, porque como sabemos, muitos deles recebem pra comer e comentar positivamente sobre os estabelecimentos. E esse é um dos motivos também pelo qual eu evito falar de restaurantes no blog, porque sempre corre-se o risco de descambar pro lado pessoal. E se eu fosse criar uma seção de lugares que eu não indico (já existe algum site pra isso?) eu tomaria tantos processos  que eu teria que mudar de cidade. Mas isso é assunto para um post no futuro.

Uma indicação minha: Adoro a seção “Romeu e Julieta” da Revista Menu- Em que um casal anônimo vai aos restaurantes em São Paulo e eles fazem críticas relacionadas a preço, serviço e preparações. Sonho com o dia em que será possível fazer algo semelhante em Curitiba.

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Decepção gastronômica: você já teve?

29 fev

Sabrina Demozzi

Confesse. Pelo menos alguma vez na sua vida você já foi decepcionado por promessas falsas em um restaurante, bar ou produto. Quem já não salivou ao ver fotos suculentas em sites e catálogos e quando a comida chega ela não é nem de longe a pálida representação da foto super produzida?  Ou quando você ouve falar tanto de um lugar que quando vai até ele, acha a comida insossa, questionável e você fica com a sensação de “nem é tudo isso”?

Quem nunca? Poderia divagar aqui que criamos uma expectativa muito grande e quando a situação ocorre, nosso desejo é muito maior do que a coisa realmente é. Isso em partes porque idealizamos uma refeição perfeita com base naquilo que gostamos ou esperamos, como comemos há anos atrás, como vimos em uma viagem e com base em outras referências múltiplas. Se pensarmos assim uma refeição perfeita seria aquela que atendesse a uma infinidade de desejos, difícil de conseguir né?

Associo essas experiências com as relações amorosas: esperar de mais pode ser desastroso, pois a expectativa nunca poderá ser alcançada, de menos, pode revelar uma indiferença, um tanto faz, sensação incompatível com algo tão importante quanto o amor. O melhor pra mim seria então a honestidade, o autêntico. Não me prometa algo que não será cumprido e nem se esforce pra parecer aquilo que não é. Mentira a gente vê de longe. Falsidade também.

Quem já decepcionou teve seus motivos. E você, qual foi a maior decepção gastronômica que você já teve?