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Temperomental analisa: pão de queijo

21 mar

Sabrina Demozzi

Pão de queijo mineiro

Crédito da imagem: Tudo Gostoso

Fã incondicional desse “pão” tipicamente brasileiro, sempre que tenho a oportunidade alegro minha manhã com um pão de queijo e um café.  O pão de queijo não tem a base de um pão, pois não leva fermento em sua composição, basicamente leva polvilho doce ou azedo, gordura (óleo ou banha) queijo meia cura ou minas, leite e ovos.  É uma receita típica dos estados de Minas Gerais e Goiás que surgiu no século XVIII e popularizou-se no Brasil a partir da década de 50.

Com essa popularização e divulgação do produto é normal que cada região faça o pão de queijo à sua maneira com ingredientes locais e técnicas específicas. Porém, a maioria dos “especialistas” em pão de queijo concorda que o polvilho deve ser escaldado com o leite fervido e o óleo. Dependendo do tipo de queijo nem precisa de sal. E o ovo deve ser colocado um a um para se verificar a consistência da massa que não deve ser muito dura e nem muito mole. Essa massa é determinante para a qualidade do pão de queijo que deve ser firme por fora, com casca suave e o interior macio.

Assim, como não posso fazer esse teste em Minas Gerais visitei 4 estabelecimentos em Curitiba e anotei o que eu vi e hoje passo pra vocês. Apenas ressaltando que essa é uma análise pessoal e está longe de ser definitiva sobre o assunto. Se vocês tiverem sugestões de “degustações” me chamem que eu vou!

1. Casa do pão de queijo- Shopping Mueller

O destaque fica para a famosa rede de franquias que existe desde 1967. No site não há especificação sobre os ingredientes apenas diz que é uma “receita caseira” da vovó. Mesmo assim entre os pães de queijo provados é o que melhor apresentou a consistência e o sabor “típicos” do pão mineirinho. Casquinha firme e interior molinho com sabor de queijo bem pronunciado. É o menor dentre todos os pães e custa R$ 2,20 a unidade.

2. Exprèx Caffè- Rua XV de Novembro, 784 – loja 1

Esse café localizado ao lado do Mabu no centro de Curitiba tem várias coisas gostosas e o pão de queijo também é bom. Costuma acabar logo assim que saem as fornadas do pão quentinho. De tamanho médio a R$ 2,00  a unidade (quando eu fui era esse preço) não tem tanto o sabor de queijo pronunciado, mas é macio e tem casquinha firme. É congelado e eles utilizam o Pão de Queijo Mineirinho.  

3. Caffè Metrópolis- Al. Carlos de Carvalho, 154

Bem parecido com o do Exprèx Caffè também é saboroso, macio e firme por fora. Quentinho, costuma acabar rápido também e daí você precisa esperar sair outra fornada. O que não é um problema, pois o café e o atendimento são ótimos. A R$ 2,50 a unidade tem um tamanho de pequeno pra médio.

4. Confeitaria Siciliana- Rua Dr. Faivre, 420- loja 7

Não sei se é o caso, mas há um erro crucial no preparo do pão de queijo que parece que acontece no produto da Confeitaria Siciliana. Depois de escaldar o polvilho e misturar os demais ingredientes e verificar que não atingiu o ponto para modelar, a pessoa vai lá e acrescenta polvilho pra dar “liga”. Isso vai deixá-lo, depois de assado, farinhento com crosta dura e interior macio, mas não tanto. O sabor do queijo é o menos pronunciado e sente-se demais o sabor do óleo e do sal. R$ 2,00 a unidade.

Mesmo que alguns locais costumem utilizar pão de queijo congelado o que é uma opção diante de tantos itens do cardápio que devem ser preparados, acho importante que ainda assim o café fique atento com a qualidade dos produtos  que passa aos clientes. A proposta é  diferente de estabelecimentos como por exemplo,  o “Lá Da Venda” da chef Heloisa Bacellar em São Paulo, em que há uma preocupação em oferecer um pão de queijo caseiro, digamos assim, feito com queijo curado da Serra da Canastra (MG).

E vocês conhecem algum pão de queijo imperdível em Curitiba?

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Por favor, vá embora

13 nov

Sabrina Demozzi

Não tá fácil pra ninguém. Fato. Crise na Europa, nos Estados Unidos, empregos ruins no Brasil (que pagam pouco e exigem muito) e por aí vai. Porém, nada justifica o péssimo atendimento em alguns estabelecimentos de fast food em Curitiba. Já falamos disso antes em relação à demora no atendimento do restaurante que deveria ser fast, mas é que surgiu mais uma variante disso: a má vontade em atender ao cliente.

Crédito da Imagem: Curso de Coaching

Quando não estamos contentes com a situação que nos encontramos na vida, fazemos o quê? Concluímos o ensino médio? Cursamos outra faculdade ou um curso técnico que vá nos preparar para um mercado competitivo? Buscamos oportunidades de cursos gratuitos em universidades para aprender um novo ofício? Senacs e Sescs da vida? Fazemos biscoitos pra vender? Buscamos outro emprego… Corre-se atrás, não é? É muito fácil adotarmos uma postura de coitadinhos na vida. Eu mesma não sei quando terminarei de pagar meus estudos já que terminei uma faculdade e entrei em outra e agora começo um mestrado (em uma universidade federal) que vai tomar (ainda bem!) parte do tempo que dedico a um dos meus empregos.

Nunca trabalhei em uma rede de fast food e tiro meu chapéu a aqueles que fazem isso de sua vida. Porém acredito que o gerente ou sei lá quem deveria observar a postura dos funcionários, precisa estar atento a como o colaborador atende ao cliente e buscar entendê-lo, verificar sua motivação e tentar mantê-los minimamente felizes com o trabalho. Não é o emprego dos sonhos de ninguém trabalhar horas em pé, nos finais de semana e atendendo gente que muitas vezes não sabe o que quer, mas uma vez que me dispus a fazer isso, devo fazê-lo da melhor maneira possível.

Funcionários desmotivados, restaurante vazio

 Tem um restaurante em um shopping de alta classe em Curitiba que tem tudo pra dar certo: cardápio variado e saudável, boa comunicação visual, boa localização e preços ok para um estabelecimento no shopping, porém ele está sempre vazio. Por quê? A funcionária é uma moça que está sempre sentada, quase deitada na bancada. Ela está ali por obrigação e mal fala quando o cliente pergunta alguma coisa. A outra também fica sentada, sem fazer nada. A mensagem visual que elas passam é: por favor, vá embora. E o estabelecimento fica ali, às moscas. Todo mundo sai perdendo: o cliente, o dono do lugar e o funcionário. A consequência é prejuízo.

Mas o que fazer? Se seu restaurante é novo, observe que tipo de público você quer atender. Faça-se presente nas redes sociais, tire fotos dos pratos e conte os benefícios de uma refeição balanceada por exemplo. Gere contexto: Está de dieta? Nós temos o prato ideal pra você! Fale no Twitter, no Facebook (crie uma Fan Page e não um perfil pessoal), coloque uma promotora perto dos cinemas (no caso de shopping), faça promoções nas redes sociais (Fã no Facebook ganha uma pizza brotinho na compra de uma calabresa média). Atenda ao público vegetariano e quem tem restrições, como os diabéticos. Veja o que o público quer. Treine uma dessas funcionárias que fica no caixa o dia inteiro pra monitorar isso nas redes sociais.

Nesse caso as redes sociais funcionam bem. Mas antes de sair por aí contratando uma empresa pra fazer isso pra você, analise se o seu público é usuário dessas redes, do contrário corre-se o risco de ficar falando sozinho. E não abandone seu negócio na internet. Criou, tem que cuidar diariamente, monitorando e ouvindo o que as pessoas querem.

Eu fico particularmente triste quando vejo um negócio que não dá certo. Esse que comentei acima, merecia ter melhores resultados, mas é preciso que se faça alguma coisa, pois a coisa é cíclica. Mau atendimento, cliente não volta mais e comenta com os outros, funcionários desmotivados, dono que arca com o prejuízo. Porém, desejo que alguns estabelecimentos que faltam o respeito com o funcionário obrigando-o a jornadas exaustivas e tratamento abusivo quebrem e percam os clientes. Eu não compactuo com isso e deixo de ir ao estabelecimento, sem dúvida.

No site Gestão de Restaurantes é possível encontrar uma infinidade de informações sobre marketing, cursos, atendimento, notícias… enfim, várias ferramentas para quem tem um estabelecimento de alimentação. Vale a pena dar uma conferida.