Arquivo | abril, 2010

GNT acrescenta novos temperos à sua programação

21 abr

Sabrina Demozzi

O canal pago GNT incluiu na sua programação várias estreias interessantes, dentre as quais estão o novo programa de Claude Trosigros, “Que Marravilha” e o “Laboratório Gastronômico de Jimmy”. Eu assisti aos dois e resolvi fazer um breve review dos programas. Primeiro o “Que Marravilha” que aposta no carisma e talento de Claude e na interatividade com os telespectadores e internautas. Gosto das duas misturas: interatividade é uma das maneiras mais democráticas de ouvir o que as pessoas pensam sobre determinado assunto.  É ótimo as pessoas participarem e aprenderem com o mestre. Porém, meus amigos mais puristas preferiam a fórmula antiga em que Claude passa e a gente tenta entender. Eu, particularmente, acredito que a comunicação tem que ser 2.0, participativa e colaborativa. E por que não utilizar estes conceitos em programas de gastronomia? Por que pessoas que não são ligadas ao meio não podem aprender técnicas para manipular melhor os alimentos? Todos sabemos que aprender a cozinhar é uma das maneiras de se combater o desperdício, aproveitar o melhor dos alimentos e também uma forma maravilhosa de interação social.

Já, o outro programa “Laboratório Gastronômico de Jimmy”, pode afastar quem está acostumado com os padrões tradicionais dos programas de gastronomia. No entanto, é ótimo como um meio de compreendermos como determinados alimentos chegam à nossa mesa. Evidentemente voltado para o público americano, o programa acerta em descrever para o telespectador comum os processos produtivos dos alimentos que compramos no supermercado. Jimmy é carismático e bem humorado e consegue passar bem a sua mensagem.

Serviço:

“Que Marravilha”: Quinta às 22h.

“Laboratório gastronômico de Jimmy”: Quinta 22h30. (Reprises aos sábados e domingos)

Há apenas poucos vídeos disponíveis no site da GNT, mas já pra ter uma idéia.

http://gnt.globo.com/Gourmet/

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Comida vegetariana sem ser chata

9 abr

Sabrina Demozzi

Vou escrever uma matéria mais completa sobre este assunto, mas por enquanto conto pra vocês sobre uma experiência que tive com a alimentação biológica. O instrutor Juliano Meneguzzo,  que me dá aulas de Yoga, me contou que gostava de cozinhar e que tinha uma maneira própria de preparar as refeições. Me convidou para ir até a sede do Método De Rose para conhecer e eu fui hoje (09). Ele preparou uma receita especial e me falou sobre algumas características deste tipo de alimentação. Eu achei muito legal, porque ela não se aplica apenas ao estilo de vida vegetariano e desmistifica algumas falsas concepções sobre esta cozinha. Aliás, é algo que deve ser incorporado até mesmo em nossas refeições cotidianas. Listo três dicas que ele me deu, e em breve posto o link da matéria completa:

1. Primar por produtos de qualidade, de boa procedência e se possível de fabricação artesanal.

2. Cozinhar com o que tiver na geladeira. Adaptar é uma boa maneira de aproveitarmos o que temos e evitar o desperdício. Seja criativo!

3. Utilizar o que a natureza oferece.  No caso do Juliano e dos outros instrutores não há o consumo de carne, mas isso não empobrece a variedade dos alimentos. Assim, devemos acrescentar em nossas refeições caules, flores e frutos. Um prato colorido e com nutrientes essenciais para nosso corpo ficar bem.

Caso alguém queira saber mais há o download grátis do livro: Alimentação vegetariana: chega de abobrinha no link: http://www.uni-yoga.org/uniyoga.php

É preciso se cadastrar no site para baixar, mas vale a pena.

Bacalhau

3 abr

Estou há dois dias tentando comprar o símbolo máximo da gastronomia de Páscoa, o bacalhau. Pedi pra meu pai comprar antes  e ele me trouxe um pedaço do rabo que se der bolinho, deu muito, porque está muito feio. Assim, enfrentei o mercado municipal de Curitiba agora pouco e consegui 1.8 kg de posta de bacalhau a R$ 127,77 . Caro, mas está bom. Estou dessalgando ele e amanhã posto as fotos do prato aqui. No caso, as postas são média, e levam em torno de 12h para dessalgar. Vou fazer uma bacalhoada clássica, porém vou tirar a pele dos pimentões e mariná-los de um dia para outro em azeite de alho.

Pra acompanhar, vou utilizar a carne do rabo mesmo, e fazer um arroz de bacalhau com grão de bico e aletria.  A dica é a seguinte: aproveitar a água do bacalhau (é aconselhável aferventá-los um pouquinho anes de levar assar) e fazer um caldo para o arroz e para cozinhar as batatas.

A sobremesa, que começo a fazer daqui a pouco, é tipo uma torta Banoffi com massinha de bolacha, doce de leite cremoso, chocolate meio amargo e banana prata.

Postarei fotos de tudo.

Boa páscoa a todos!

Pessach, a Páscoa judaica

2 abr

A Páscoa Judaica ou Pessach é uma festa religiosa comemorada pelo povo judeu e lembra a passagem da escravidão no Egito para a condição de liberdade, conforme evento descrito no Torah (Livro Sagrado dos Judeus) de acordo com os autores Paulo Cesar Tomaz e Sandra de Cássia Araújo Pelegrini. Comemorada anualmente por judeus no mundo todo durante o mês de abril, a preparação da Páscoa judaica segue ritos bem característicos com orações e também a elaboração de pratos específicos para essa ocasião.
Esta festa, segundo o calendário judaico, acontece entre os 15º e 23º dias de Nissan, primeiro mês do calendário judaico, o que equivale a março ou abril do calendário cristão. Esta data marca o nascimento dos judeus como povo, muito antes do nascimento de Cristo, há mais de três mil anos. Ela significa a comemoração da libertação dos israelitas da escravidão no Egito para buscar a liberdade na terra de Canaã, local onde poderiam praticar sua religião e seus costumes de acordo com suas tradições. Essa passagem marca um novo significado para a celebração da Páscoa Judaica, já que anteriormente, possuía um caráter mais pastoral e agrícola. A partir deste momento, a páscoa adquiria um significado religioso, de uma festa em celebração a uma vida nova, a fertilidade da terra e as novas conquistas.

Os alimentos da Pessach

O alimento mais característico é o pão cotazo ou pão magro, que é um pão sem fermento. Ele simboliza a pressa da partida do povo judeu que não podia esperar para que a massa do pão levedasse, como pode ser visto no livro de Êxodo, capítulo 12: “no décimo quarto dia de Nissan deve-se dar a retirada de todo fermento (chametz) de dentro da casa, visto a lei proibir a ingestão de qualquer alimento levedado durante o período da festa.” Assim, os judeus podem se alimentar do pão ázimo, que é um pão sem fermento.
Outros alimentos também são comuns como a pasta de amêndoas e o grão de bico, o carneiro assado, o ovo cozido que simboliza a transformação da vida, o uso da erva marôr que tem como simbologia a vida amarga que os povos sofreram durante a escravidão no Egito e o charôsset que é um doce de consistência pastosa com sabor suave feito a partir da mistura de nozes, amêndoas, tâmaras, canela e vinho. A sua textura e cor lembram a terracota que remete à argamassa usada no trabalho dos hebreus ao fazerem tijolos no Egito.

Fonte: Bolsa de Mulher

Matéria: Sabrina Demozzi